História de Jesus
A Noite de Belém
Belém estava lotada. Sobrou um abrigo de animais, e foi ali que Deus quis nascer.
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Enquanto isso, o texto completo está aqui embaixo para você ler em voz alta.
Virtude de hoje
Humildade acolhedora
O Natal que a gente monta em casa é sempre grande demais. O Evangelho insiste no contrário: um lugar emprestado, palha, gente sem importância nenhuma, e Deus perfeitamente à vontade ali. Esta semana, escolha um momento pequeno da rotina da sua família — o banho, o jantar, o carro na volta da escola — e trate esse momento como lugar onde Deus quer chegar. Ele não faz questão de coisa grande.
Para conversar
Se Jesus fosse nascer aqui em casa esta noite, que cantinho você arrumaria para Ele?
Sem resposta certa. A ideia é ouvir o que seu filho pensa.
Oração
Jesus, você nasceu pequeno e pobre,
numa noite fria, longe de casa.
Venha nascer aqui também.
Esta casa é sua.
Ler o texto da história
A estrada até Belém é de pedra e poeira, e o vento da noite é frio.
Maria e José caminham devagar. Vieram de Nazaré, lá do norte, e o caminho foi longo: muitos dias andando. O imperador de Roma, que se chamava César Augusto, tinha mandado contar todas as pessoas do império, e cada família precisava se inscrever na cidade de onde vinha a sua gente. A família de José vinha de Belém, a cidade do rei Davi. Por isso eles foram.
Maria está esperando um bebê. Falta muito pouco.
Quando chegam, Belém está cheia. Cheia mesmo. Gente por toda parte, vozes, luz de lamparina nas janelas. José bate numa porta. Depois em outra. E em outra. Não tem lugar para eles em canto nenhum.
Então alguém aponta um abrigo simples, desses onde se guardavam os animais à noite. Um teto, um pouco de palha, um cocho de comida. Não é bonito. Mas é quentinho, e é silencioso.
E é ali, naquela noite, que Jesus nasce.
Maria enrola o menino em faixas de pano e o deita na manjedoura, que era o cocho onde os animais comiam. Conta a tradição que havia bichos ali perto, respirando devagar no escuro; o Evangelho não diz quais eram, nem se estavam lá. Mas diz uma coisa mais importante: o Filho de Deus veio ao mundo num lugar emprestado, no meio de gente pobre, e a primeira cama dele foi de palha.
Deus podia ter escolhido um palácio. Escolheu isto.
Agora vamos sair um pouquinho da cidade.
Nos campos ao redor de Belém há pastores tomando conta das ovelhas. É trabalho de noite inteira, no escuro, no frio. Pastor não era gente importante naquele tempo. Ninguém convidava pastor para festa nenhuma.
De repente o campo inteiro se acende.
Um anjo do Senhor está diante deles, e a claridade de Deus brilha em volta. Os pastores ficam com muito medo. Quem não ficaria? Mas a primeira coisa que o anjo diz é:
Não tenham medo.
E continua: eu trago uma alegria enorme, uma alegria que é para todo o povo. Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês o Salvador. E o sinal é este: vocês vão encontrar um bebê enrolado em panos, deitado numa manjedoura.
Aí acontece uma coisa que ninguém nunca tinha visto. O céu se enche de anjos, cantando juntos: glória a Deus lá no alto do céu, e paz na terra para as pessoas que Ele ama.
Depois o campo fica escuro de novo. E quieto. E os pastores se olham.
Vamos até Belém ver isso, eles dizem.
E vão correndo. Correndo mesmo, no meio da noite, com as sandálias batendo na pedra. Procuram, procuram, e encontram: Maria, José, e o menino deitado na manjedoura, exatamente como o anjo tinha dito.
Os pastores foram os primeiros convidados. Não os poderosos, não os sábios, não os ricos. Os pastores. Gente com cheiro de ovelha, que estava acordada trabalhando.
Eles contam para Maria e José tudo o que ouviram, e todo mundo ali fica admirado. E Maria guarda cada uma dessas coisas no coração, com jeito de quem vai lembrar disso a vida inteira.
Depois os pastores voltam para os campos. Para as mesmas ovelhas, para o mesmo trabalho. Mas voltam cantando e agradecendo a Deus. Nada em volta deles tinha mudado. Eles é que mudaram.
E o menino ficou ali, dormindo na palha.
Ele ainda não sabia falar. Ainda não tinha feito nenhum milagre. Ainda não tinha ensinado nada a ninguém. Era só um bebê, que precisava de colo, de leite e de um pano limpo.
E já era Deus com a gente.
É isso que a gente comemora no Natal. Não é o presente, não é a luz colorida, não é nem o bolo. É que Deus quis ficar perto. Tão perto que dá para pegar no colo.
Hoje, quando você deitar, pense assim: se Deus coube numa manjedoura em Belém, Ele cabe também aqui, nesta casa, nesta cama, nesta noite.
Não tenha medo. Foi a primeira coisa que o anjo disse.
Boa noite.