Grãozinho
Advento em Família

Atividade em família

O que é o Advento

Quatro velas, quatro semanas, e uma casa que aprende a esperar.

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A narração desta história está sendo gravada.

Enquanto isso, o texto completo está aqui embaixo para você ler em voz alta.

Virtude de hoje

Espera confiante

O Advento é a única coisa do ano que ensina uma criança a esperar sem reclamar, porque a espera tem sinal visível: a vela de ontem continua ali, e hoje acende mais uma. Se der para acender sempre no mesmo horário e no mesmo lugar, o hábito se sustenta sozinho. Não precisa ficar bonito. Precisa ficar aceso.

Para conversar

Qual é a coisa mais difícil de esperar para você?

Sem resposta certa. A ideia é ouvir o que seu filho pensa.

Oração

Jesus, esta luz é pequena e você está chegando.
Ajuda a gente a esperar sem pressa.
Fica com esta casa até o Natal.
Amém.

Ler o texto da história

Está anoitecendo. É domingo. E alguém aqui em casa vai acender uma vela.

Hoje começa o Advento.

Advento é uma palavra antiga, e ela quer dizer uma coisa só: chegada. Alguém está chegando. A gente tem quatro semanas para deixar a casa pronta.

Quem está chegando é Jesus.

Ele já chegou uma vez, faz muito tempo, num lugar chamado Belém, do jeito mais escondido que dava: bebê. E ele vai chegar de novo, no fim de tudo, e dessa vez ninguém vai perder. Enquanto isso, ele chega devagar em cada dia da nossa vida, quando a gente deixa.

Por isso o Advento não é o Natal ainda. É a espera do Natal.

Agora vamos montar uma coisa juntos. Chama coroa do Advento. Esse costume veio da Europa e hoje está em casas do mundo inteiro.

Precisa de pouco. Um círculo: pode ser um prato grande, uma bandeja, um arame dobrado, um papelão recortado. Ramos verdes: pode ser pinheiro, alecrim, folha de mangueira, qualquer galho verde do quintal ou da rua. E quatro velas.

Agora repara no formato. É um círculo. O círculo não tem começo nem fim, e é assim o amor de Deus por vocês. Os ramos são verdes, e verde é cor de coisa viva. Mesmo no meio do frio, mesmo no escuro, tem vida ali.

As quatro velas são as quatro semanas.

Três delas são roxas. Roxo é a cor deste tempo: cor de quem está se preparando, de quem está arrumando o coração por dentro.

E uma é rosa. Essa é diferente de propósito. Ela é do terceiro domingo, quando o Natal já está pertinho e a Igreja convida a gente a se alegrar no meio da espera.

No primeiro domingo, acende uma vela só. E deixa as outras três apagadas ali do lado, esperando a vez delas.

No segundo domingo, acende duas. No terceiro, três, e a rosa entra. No quarto, as quatro.

Cada semana tem mais luz na mesa do que a semana passada. Quando as quatro estiverem acesas, é Natal.

Agora as combinações, e essas são para o adulto.

Escolham um lugar onde a casa passa: a mesa de jantar, a estante da sala. E escolham um horário: antes do jantar ou antes de dormir, tanto faz, contanto que seja sempre o mesmo.

Quem acende o fósforo é adulto. Sempre. A criança pode escolher qual vela, pode apagar no fim, pode ficar bem perto olhando. E ninguém deixa vela acesa em casa vazia.

Não precisa demorar. Acende, faz o sinal da cruz, reza uma oração pequena e apaga. Dois minutos bastam.

Se um dia esquecer, não recomeça do zero. Acende no dia seguinte e pronto.

Então acende a primeira agora.

Olha como uma chama sozinha já muda a cor do rosto de todo mundo aqui.

Ele está chegando. E esta casa está esperando.