Grãozinho
Orações da Família

Oração

O Sinal da Cruz

A primeira oração que a gente aprende cabe na palma da mão.

3 minutos

A narração desta história está sendo gravada.

Enquanto isso, o texto completo está aqui embaixo para você ler em voz alta.

Virtude de hoje

Fé simples

Muita gente reza o sinal da cruz depressa, quase sem perceber que está rezando. Fazer o gesto devagar, uma vez por dia, junto com seu filho, ensina mais do que qualquer explicação. Se ele vir você abençoando o próprio corpo com calma, vai entender que Deus não é um assunto da família: é uma presença dentro dela.

Para conversar

Qual é a hora do dia em que você mais gosta de fazer o sinal da cruz: de manhã, antes de comer ou antes de dormir?

Sem resposta certa. A ideia é ouvir o que seu filho pensa.

Oração

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Deus, o que eu penso, o que eu sinto e o que eu carrego
eu entrego nas suas mãos.
Amém.

Ler o texto da história

Levanta a sua mão direita. Devagar, sem pressa.

Junta os dedos, todos juntos, como quem vai pegar uma coisa muito leve.

Agora encosta os dedos na sua testa e fala junto comigo: em nome do Pai.

Desce a mão até o meio do peito, ali onde o coração bate: e do Filho.

Leva a mão até o ombro esquerdo: e do Espírito.

E atravessa até o ombro direito: Santo.

Junta as duas mãos: amém.

Pronto. Você acabou de rezar. Foi rápido, foi pequeno, e foi de verdade.

O sinal da cruz é a primeira oração que a gente aprende. Ele é a porta. Antes de qualquer outra oração, a gente abre essa porta.

E olha só o que a sua mão desenhou no seu corpo.

Na testa, você lembrou do Pai. Deus Pai pensou em você antes de você nascer. Ele quis que você existisse, e ficou contente com isso.

No peito, você lembrou do Filho. Jesus, o Filho de Deus, veio morar no meio da gente. Ele nasceu bebê, aprendeu a andar, teve amigos, teve fome, teve sono. E amou a gente até o fim, de braços abertos numa cruz.

Nos ombros, você lembrou do Espírito Santo. Ele é Deus também: o Amor que vem do Pai e do Filho, que mora dentro da gente e dá força quando a gente é pequeno demais para o que precisa fazer.

Um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. Isso a gente chama de Santíssima Trindade. É grande demais para caber na nossa cabeça, mas cabe inteirinho num gesto da sua mão.

E tem outra coisa bonita. Quando você faz o sinal da cruz, você não reza só com a boca. Você reza com o corpo todo. A testa, o peito, os ombros. Como quem diz assim: Deus, eu sou todo seu. O que eu penso, o que eu sinto, e a força que eu carrego nos ombros.

Por isso a gente faz esse gesto em tantos momentos do dia.

De manhã, quando acorda. Antes de comer. Quando entra na igreja e molha os dedos na água benta, lembrando do batismo. Quando começa uma viagem. Quando dói alguma coisa. Quando passa na frente de uma igreja. E de noite, antes de dormir.

Não precisa ser bonito. Não precisa ser perfeito. Precisa ser devagar.

Então faz mais uma vez, agora bem devagarzinho, prestando atenção em cada lugar que a sua mão toca.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Agora você já sabe abrir a porta.